segunda-feira, 11 de junho de 2012

           Se meus pensamentos eram para mim tão complicados pensar em pronunciá-los complicava ainda mais. Humanizei meus medos e compreendi que para cada situação há uma linha de pensamento adequeada. Não poderia eu mergulhar dentro de mim publicamente, nua, exposta, vulnerável. Então sorri.
           Observar o universo dá muito trabalho. Sobretudo quando a vontade de mergulhar em sua imensidão e viver sonhando é tão hipotética quanto a que tenho de, muitas vezes, silenciar por alguns segundos (ou mais) os barulhos que escuto. Chamo de barulho tudo aquilo que enevoa minha visão e me impede de pensar claramente - Sentimentos. Uma vez descobertos nunca mais me deixaram sozinha, e que sorte a minha! Fiz tudo certo, errei quando comecei a pensar demais e tentar, inutilmente, organizá-los em caixas rotuladas. Quanta burrice! Assim que me deparei com essa coisa, magia, poeira de estrela, ou sabe-se lá qual seja a real origem, fui avisada do perigo: IMPOSSÍVEL ORGANIZAR! O que não disseram é que eu, sozinha, já sou desorganizada demais. Isso descobri por conta própria.

domingo, 6 de março de 2011

       Passei a ter preguiça de pensar e sentir o que for negativo e afastei de mim tudo o que faça estrago, me desligando do mundo. Mas então, me trazendo de volta para a realidade, disseram-me: "Andas tão neutra. Parece que, para ti, todo mundo está caminhando nas nuvens. Não vês os problemas?". Sorri, assim como vinha fazendo havia muito tempo e ignorei, pensando comigo mesma: "Problemas?! Cada um com os seus."

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

     Ela era estranhamente sentimental - de um jeito frio, quase cruel; Escolhia a dedo as pessoas pelas quais valia a pena sentir e as que deveriam ser ingnoradas; Raramente se machucava e quando, por um mero descuido, vinha a se machucar a dor era demasiadamente insuportável. Sentia demais, amava demais, errava demais... Ela era muito ela, e adorava isso. Tinha orgulho de ser assim: boba e defeituosa.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

- To com medo.
- (...) Nós sempre teremos um ao outro.
- Promete?
-Prometo.

Quando percebemos o que havíamos acabado de dizer não conseguimos conter o riso. Parecia uma promessa idiota, daquelas que não precisam ser ditas para existir.

Curta e grossa.

      "É muito difícil lidar contigo, tu sabe disso. As pessoas tentam se aproximar de ti mas tu trava com qualquer excesso de sentimento" - foram essas palavras que fizeram com que eu pensasse em mim.
       Concluí que sou confusa, totalmente perdida. Não espero que saibam lidar comigo. Não espero que tentem. Lida quem quer, quem eu quiser. A escolha ainda é minha, os sentimentos são meus.
                               
                                                (Obrigada pelo conselho mesmo assim. Beijo.)

Assim seja.

      Entendam-me, não consigo evitar meu lado mutante - esse que tanto decepciona. Desculpem-me, ao decepcionar causo em mim mesma uma grande dor. Aceitem-me ou não, mas libertem-me! Libertem-me da maudade do ser humano e deixem-me ir. Apenas deixem-me seguir.