terça-feira, 30 de novembro de 2010

        Há momentos em que preciso fugir e me esconder dentro de mim. Vou para longe do que me faz mal e permaneço um longo tempo até sentir que estou totalmente pronta para voltar - quando necessito ficar só, fico em demasiado. Todos ficam sem entender o porquê da minha crise momentânea de solidão, tento dizer-lhes que o meu problema são as pessoas. Explico de todas as formas que o ser humano me assusta e toda essa levianidade me trava. Faz parte de mim rejeitar tudo o que de alguma forma traga negatividade e, se for preciso, rejeito o mundo.

domingo, 28 de novembro de 2010

        Tornei-me então, sem ter por quê, o tipo Sei Lá de pessoa. Ando tão sei lá que a insatisfação vem tomando conta de mim constantemente, e é tudo culpa do querer. Quero sempre mais e acabo querendo sei lá o que. Isso me leva à insatisfação e ao medo de permanecer para sempre nesse estado de espírito que em nada me agrada.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

        Sinto, escrevo. Vejo, analiso. Escuto, questiono... Só não penso, pensar não é comigo! Sou assim, impulsiva. Quando observo as coisas acontecem sem eu perceber, é como se eu me desligasse completamente do mundo e, durante o tempo em que me encontro desligada, vou vivendo inconscientemente. Acredito que vivi assim durante muitos anos e me liguei somente em um ou dois.

sábado, 16 de outubro de 2010

        Quando criança eu tinha uma reação negativa às mudanças, acreditando sempre que elas tirariam de mim tudo aquilo com o qual eu me importava. Hoje, mudei tantas vezes que nem percebo quando elas vem. E acontece sempre - sou uma constante mutante. Não há como evitar esse lado de mim.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

        Encontro-me em um estado de espírito satisfatório - colocando os mal-vindos sentimentos à parte - estou passando por mudanças agradáveis. E não falo do tipo de mudança rebelde-adolescente onde precisamos nos descobrir. Sei quem sou - quero descobrir o mundo!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

        Em tempos nos quais sentir é sofrer fugir não é uma opção - eu tentei. Tentei fingir indiferença mas quanto mais eu fingia mais eu sentia. Sentia o dobro, e isso me machucava. Os sentimentos vinham em muitos e muito fortes. Cada vez mais fortes. Fugir tornava-se cômodo - Ah, como se eu pudesse! Eles faziam parte de mim! - Desisti. Fugir é sofrer.